{CARTÕES POSTAIS} ARTE & HISTÓRIA

O Bilhete Postal foi introduzido no Brasil em 1880, editados pelo Correio do Império Brasileiro. A partir de 1899, a Lei 640, permitiu que editores particulares emitissem os Bilhetes Postais. Wagner & Cia começou a editar os bilhetes postais em 1901. Na foto vemos o Lago Frei Leandro, que foi primeiro diretor do Jardim Botânico (1824 a 1829).

Verso. Ed. Casa Philatelica Sul Americana. Identificado como Bilhete Postal e o espaço era destinado somente ao endereço.

Bilhete postal n. 135. Situada no Largo de São Francisco de Paula, o alicerce do prédio é de 1790, e a Escola Polytechnica instalou-se neste edifico em 1876. Um dos maiores professores da Escola Polytechnica foi o abolicionista André Rebouças e entre os alunos, Pereira Passos e Benjamin Constant. Os cartões de Alexandre Ribeiro, na rua Senador Alencar, foram produzidos a partir de 1902. Não circulado.

Identificado como Bilhete Postal e o espaço era destinado somente ao endereço.

Foi inaugurado em 1852 no Bairro de Botafogo na antiga Chácara Berquó. Este cartão não possuiu identificação do editor. Não foi possível estabelecer a data da foto, mas situamos entre 1890 e 1900.

Este Bilhete Postal também não possui editor. O selo era colado na frente do cartão, prática que mais tarde foi transferida para o verso do cartão, para não comprometer a imagem estampada.

Este Bilhete Postal foi enviado para o Adminstrador da Faiencerie de Gién, senhor Vannier. A Faiencerie de Gién é uma das mais tradicionais fábricas de porcelana do mundo.

Bilhete Postal de A. Ribeiro, 1910, n.178. Esta estrada dá acesso ao Parque Nacional da Floresta da Tijuca. Ao fundo a Pedra da Gávea.

A. Ribeiro, n. 173. A Pra ça 15, assim denominada em 1899, já foi sede de um Tronco para castigar escravos, nome do Largo do Carmo e do Largo do Passo. Como no verso do cartão não tinha espaço para a mensagem, esta foi escrita na frente do cartão. “Melhores amizades, Pierre”.

Praça 15 de Novembro, 1905, A. Ribeiro. O cartão foi enviada para Mademoiselle Rose Garrigeu, em Agde, França, em 28.10.1905.

A. Ribeiro, n. 186. A impressão deste cartão é de melhor qualidade, como mais nitidez na fotografia. O editor Alexandre Ribeiro, segundo Pedro Vasquez, fez a “primeira convocação pública de fotógrafos” ao anunciar em 1905, que comprava clichês com vistas do Rio de Janeiro.

Datado do Natal de 1906, este postal não foi enviado pelos correios. Endereçado para Mademoisele Guindon, no Rio de Janeiro. Observa-se que neste cartão, o verso tem espaços separados para o endereço e a mensagem.

Photographia Marc Ferrez, n. 177. Ferrez é um dos mais conhecidos fotógrafos a retratar as paisagens e o cotidiano do Brasil. Foto da inauguração do Pavilhão de Regatas Botafogo (15.11.1905)

Neste Bilhete Postal os espaços para a mensagem e o endereço, estão demarcados, porém, sem espaço para o selo, que ainda era colado na frente do cartão.

Photographia Marc Ferrez, n. 194. 1910. Neste Bilhete Postal a fotografia não ocupa todo o espaço do cartão e o nome do editor também foi impresso na frente. A Av. de Botafogo foi inaugurada em 1906. Para a sua construção, grande parte da praia foi aterrada.

Photographia Marc Ferrez, n. 194. 1910. A mensagem endereçada ao Sr. Galoisy, em Paris, Paula avisa que, como foi recomendado, a viagem segue com muito cuidado.

Teatro Municipal. Uma fotografia de Augusto Malta. Ed. A. Ribeiro, 1905. O edifício do Teatro Municipal do Rio de Janeiro foi projetado por de Francisco de Oliveira Passos e André Guilbert, inspirado na Ópera de Paris.

Ed. de Messageries maritimes, uma Cia. Francesa de Navegação, empresa estatal, que também atuava como correios ao redor do mundo. A galeota da foto servia à familia real para pequenos deslocamentos. Repare que o nome de João VI está grafado errado (Joas).

Em destaque o selo da Companhia. Cartão enviado para o Sr. E Sra. Garnier, em Paris.

Tijuca. A. Ribeiro. 1906. O nome da gruta é uma homenagem do diretor do parque, Barão de Escragnolle, ao romance Paulo e Virgínia do escritor Bernardin Saint- Pierre, 1787. O livro exalta o paraíso perdido.

Verso. Enviado em 2 de janeiro de 1906 para Paul Poulle, Paris. Sem espaço para mensagem, esta foi escrita na frente do Bilhete Postal.

Sem editor. Chama a atenção a identificação na fotografia de acidentes geográficos, como o Pão de Açúcar, a pequena baía e a praia. Outro detalhe, o colorido dos telhados foi feito a mão. O Morro da Viúva já apresenta os sinais da ocupação urbana.

Verso. Cartão enviado para Madame Berard, no Colégio Sagrado Coração de Jesus (Sacré-Coeur) no Alto da Boa Vista.

Quinta da Boa Vista, Edição Malta, n. 45. Nilo Peçanha ordenou a revitalização da Quinta da Boa Vista e o Templo de Apollo foi construído em 1910. Augusto Malta foi um dos mais importantes fotógrafos do Rio de Janeiro e além de editar os próprios postais, trabalhou diretamente para o prefeito Pereira Passos.

Bilhete não circulado, apresenta a identificação da União Postal Universal e há um espaço para as mensagens.

A atual Av. Rio Branco no centro da cidade foi projetada em 1904. A foto é de Augusto Malta, em 1905. Inspirada na reforma de Paris, a avenida é um marco na reurbanização do Rio de Janeiro. Para a construção da avenida, centenas de casas coloniais foram demolidas. Os dois edifícios foram demolidos. A historiadora Glória Kok publicou um excelente livro sobre a construção da Avenida Central.

Localizado na Av. Central, n. 92. Ed. A. Ribeiro, 1908. Localizado em frente a Praça da República, o prédio do Corpo de Bombeiros construído em 1908. O projeto do prédio é do engenheiro Francisco Marcelino de Souza Aguiar, que também foi prefeito do Rio de Janeiro.

Ed. A. Ribeiro. Fotografia memorável do chafariz da carioca, que deu nome ao Largo. Do lado esquerdo está o prédio da Imprensa Nacional, um projeto de Paula Freitas, inaugurado em 1877. Ao fundo está Hotel Avenida, na Av. Central.

Este lindo cartão não possui identificação do editor, mas foi impresso na França. Do lado direito está o Edifício que foi sede do Clube de Engenharia, projetado por Rafael Rebecchi que ganhou o primeiro lugar no Concursos de Fachadas para a Av. Central (demolido). E na esquina está o Edifício do Clube Naval (esquinas da Av. Central e Almirante Barroso) .

Ed. N. Viggiani, 1926. Bilhete Postal impresso em tricomia. A Avenida, antes Av. Central, foi renomeada em homenagem ao Barão do Rio Branco que faleceu em 1912. Em primeiro plano vemos o Museu de Belas Artes e do lado esquerdo, o prédio do Teatro Municipal.
Exposição virtual de cartões postais em homenagem aos 448 anos do Rio de Janeiro. Nesta exposição apresentamos 31 cartões postais que ilustram as transformações do espaço urbano da cidade e um pouco da sua história. São exemplares raros e alguns de editores importantes, como Marc Ferrez e Augusto Malta . Clique nas imagens para abrir o slide show.
Rio de Janeiro
1900-1930